terça-feira, 14 de maio de 2013

Solidariedade não se aprende na Universidade

Caros colegas, este vídeo é fantástico. Os mais céticos podem achar que é uma forma de a Rússia se autopromover. Mas não vejo assim, prefiro acreditar que seja genuíno. Mostra simplesmente pessoas ajudando pessoas, de forma desinteressada... pelo simples motivo de ajudar alguém. Lógico que há uma câmera "observando", mas é possível que essa medida de adicionar câmeras nos carros facilite para que as pessoas mudem seu comportamento, até um momento em que podem se tornar costumes totalmente espontâneos, incorporados na rotina.

Em 2000 escrevi a seguinte frase numa edição de um de meus livros:

"Ou o século XXI é dedicado aos valores humanos, morais e éticos... ou de nada valeram os avanços tecnológicos conquistados até aqui".

Infelizmente, o ensino de ciência no Brasil não caminha nesse sentido. Os trabalhos em equipe assumiram outro formato... aparentemente aquele da formação de quadrilha (veja, por ex., as autorias fraudulentas em equipes de pesquisa). Mas isso pode mudar. Vejo que muita gente se emociona com o vídeo que destaquei. Isso é sinal que nem tudo está perdido... ainda há sentimento de compaixão, de amor ao próximo, de vontade de fazer o que deve ser feito. Mas esta chama poderá aumentar, ou se apagar gradativamente. O que podemos fazer para não deixá-la morrer? O primeiro passo talvez seja praticarmos o que nos emociona neste vídeo. Mas precisamos mais que isso; precisamos estimular pessoas a acreditarem e transformarem o mundo em algo melhor. Menos salami science... mais slow science já é um bom começo! Faça o que tem que ser feito. Na ciência, descubra coisas interessantes, com honestidade e audácia, publicando-as em locais de qualidade... mas sem correria, pelo simples prazer de fazer o que deve ser feito. Tenha certeza que a alegria e a leveza de saber que fez o que tinha que ser feito é insuperável!

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